domingo, 31 de maio de 2009

Um momento...

"Já vou, será
eu quero ver
o mundo eu sei
não é esse lá

por onde andar
eu começo por onde a estrada vai
e nao culpo a cidade, o pai

vou lá, andar
e o que eu vou ver
eu sei lá

não faz disso esse drama essa dor
é que a sorte é preciso tirar pra ter
perigo é eu me esconder em você
e quando eu vou voltar, quem vai saber

se alguem numa curva me convidar
eu vou lá
que andar é reconhecer
olhar

eu preciso andar
um caminho só
vou buscar alguém
que eu nem sei quem sou

Eu escrevo e te conto o que eu vi
e me mostro de lá pra você
guarde um sonho bom pra mim

eu preciso andar
um caminho só
vou buscar alguém
que eu nem sei quem sou"

~ Amarante

quarta-feira, 27 de maio de 2009

sábado, 23 de maio de 2009

Né?

Para que serve minha vida e o que vou fazer com ela? Não sei e sinto medo. Não posso ler todos os livros que quero; não posso ser todas as pessoas que quero e viver todas as vidas que quero. E por que eu quero? Quero viver e sentir as nuances, os tons e as variações das experiências físicas e mentais possíveis de minha existência. E sou terrivelmente limitada.


(…)Tenho muita vida pela frente, mas inexplicadamente sinto-me triste e fraca. No fundo, talvez se possa localizar tal sentimento em meu desagrado por ter de escolher entre alternativas. Talvez por isso queira ser todos – assim, ninguém poderá me culpar por eu ser eu. Assim, não precisarei assumir a responsabilidade pelo desenvolvimento do meu caráter e de minha filosofia. Eis a fuga pra loucura..


~ Silvia Plath

domingo, 17 de maio de 2009

Piramos.

Zeppa sempre é uma ótima opção.
Olha, tenho me divertido!
:)

quarta-feira, 13 de maio de 2009

Rise your leg


Não. O Fred não faz xixi como uma moça.

Sim. Entrem e divirtam-se! :)

Mala leche?

Teria eu, mau humor matinal ou ao ser despertada?
Ou seria então, intriga da oposição?
:)

segunda-feira, 11 de maio de 2009

Iceberg

Uma poesia ártica,
claro, é isso que eu desejo.
Uma prática pálida,
três versos de gelo.
Uma frase-superfície
onde vida-frase alguma
não seja mais possível.
Frase, não, Nenhuma.
Uma lira nula,
reduzida ao puro mínimo,
um piscar do espírito,
a única coisa única.
Mas falo. E, ao falar, provoco
nuvens de equívocos
(ou enxame de monólogos?)
Sim, inverno, estamos vivos.

~ Leminski, Paulo.

Cupid

Cupid draw back your bow
And let your arrow flow
Straight to my lover's heart for me
Nobody but me
Cupid please hear my cry
And let your arrow fly
Straight to my lover's heart for me