Na sexta recebi um convite para ir a San Sebastián, o balneário mais famoso ao norte da espanha.
E eu que esperava sossegar no final de semana, tomei banho, fiz as malas, peguei metro, comprei o passaporte da alegria e embarquei, tudo em menos de duas horas.
Subi no ônibus com uma sensação estranha. De não saber muito bem o que esperar, depois de tanto tempo...
Já no caminho, duas grandes surpresas, Vanessa, uma basca de 25 anos, morta de saudades da filha de 6, vinda de férias da África. E Lula (que fez até piada do presidente) uma senhora da Nicaragua (quem nasce na Nicaragua, o que é?) de 41 anos, que ama Madrid, mas trabalha em San Sebastián.
Tantas conversas, risadas e coisas em comum pra três mulheres completamente diferentes e com vidas totalmente diversas.
Agora pulo a parte da ida, da parada e nada.
Chegando as três da manhã já quis conhecer tudo e de cara me encantei.
É muuuuuito belo!!! San Sebastián é pequena, congelante, dividida entre velha e nova.
E eu adorei a Parte Vieja. Fiquei fascinada pelas ruas estreitas cheias de restaurantes e bares que servem tapas e pinchos (um lance típico da região, tipo umas entradinhas de vários sabores).
Tem duas praias (com ótimas ondas e doidos no mar num frio do diabo e um vento absurdo) separadas por dois montes (um deles tem até um cristo).
Algumas boas lojas também. Inclusive, uma vende Edra, com todas aquelas cadeiras, poltronas, mesas e afins que eu usava nos paineis de estado da arte na faculdade.
Mas o que eu mais gostei mesmo, foi o aquário. Não que tenha sido o mais divertido, mas o mais surpreendente.
É um áquario com milhões de peixes e animais do mar, com um túnel que tem uma visão de 360º. É inacreditável!!
Se no céu tive a sensação de ser pequena demais diante de toda aquela imensidão, ali percebi que nunca estamos sós.
A noite é bem agitada em San Sebastián também. Mesmo numa segunda-feira. Fomos num bar (o primeiro deles, uma espécie de Old melhorado) de uma família uruguaia comunista.
Ali aprendi a pedir "3 cañas, por favor!", conheci a noite underground de lá, que muito se assemelha a nossa, e muitas, muitas pessoas. Cariocas, baianos, gaúchos, catarinas, portugueses, cubanos, argentinos, alemães e bascos.
Aprendi os números de um a dez em Euskera (uma espécie de falar grego dos espanhóis bascos) - bat, bi, hiru, lau, bost, sei, sazpi, sortzi, bederatzi e hamar.
No outro dia (muito chique) fui a França. Ao sul, na divisa com a Espanha.
Conheci algumas pequenas e lindas praias. A mais bela, Biarritz. Charmosa e encantadora. E ai, fica a promessa de voltar no verão...
E sobre a sensação do começo dessa história, por mais estranho que possa parecer, nem os sete anos distantes desde os tempos do colégio, nem por todas as coisas que passamos e com todas as evoluções nesse tempo todo. As coisas não mudaram...
A amizade continua sincera e verdadeira. Continuas o debochado de sempre com o mesmo encantamento, a simplicidade, a alegria e a sutileza em encarar e partilhar as coisas da vida.
E adivinhem..
Ao voltar. Entrei no ônibus, tocava Elis cantando Belchior e Como nossos pais.
PS: Prometo não transformar isso aqui num diário de bordo.
Sóóó hoje, tá?
Tinha tanta coisa pra falar...
E não fala ela... Tadinha!
2 comentários:
ai, amei!!
lágrimas de saudade!!
te amo!!
P.S.: transforma em diario de bordo sim, precisamos saber de ti!!
o vazio da falta eh imenso!!
Morri de saudades agora!
Uia =(
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