sábado, 25 de julho de 2009

Quid pro quo

Aquela noite, de volta à casa de um dia duro, duríssimo (depois de uma noite de festa, pouco sono, ressaquinha num calor de 37 graus) me abriguei no meu quarto e decidi ler a primeiras linhas do meu novo amigo.
Antes de me dar conta, caí dentro, sem remédio.

Recomendo: As sombras do vento, Carlos Ruiz Zafón.

domingo, 12 de julho de 2009

Iruñea


"Uno de enero, dos de febrero, tres de marzo, cuatro de abril, cinco de mayo, seis de junio, siete de julio San Fermín. A Pamplona hemos de ir con una media, con una media, a Pamplona hemos de ir con una media y un calcetín."

Ontem fui pra Pamplona, uma cidade que fica há umas 4 horas de distância em ônibus de Madrid, capital de Navarra, 50 km dos Pirineus, na festa de San Fermín.
24 horas de pura loucura e muita risada!
Eu sempre fui "chinelona" e sempre adorei festas desse tipo.
Dessa vez não podia ser diferente...
É algo parecido com Oktoberfest, Blumenau de 74 a. C., uma Proebe de ruas super estreitas, e em vez de cerveja; vinho, sangria, calimotxos e afins.
Puro francêses e americanos e alguns outros "guiris".
Bastante gente bonita, afim de fazer amizade e dançar a dancinha linda e difícil de pegar deles lá.
Pisa, pisa, roda, pula, pisa, pisa, roda, roda, pula, pisa, pisa, pula, roda...
Ihhhh.. me perdi!
A música tradicional à principio é chata, logo, dá pra se acostumar...
Som forte e marcante dos tambores, txalaparta (um instrumento também de percursão, tradicional basco) e da gaita navarra, por todos os lados, em bandinhas chamadas "peñas" e "txarangas" andantes.

Quase todos - lê-se um milhão de pessoas, senhores, senhoras, crianças, bebês, idosos, etc. -vestidos de branco com um lenço vermelho no pescoço e outro na cintura.
Dormir no chão é grátis e habitual e estar toda suada, imunda, torta, e banhada em vinho também não é nada raro.
A parte da corrida de touros ("encierros") não vi, não me interessa e sou contra!

Valeu a pena!
MUUUUUUUITO!

quinta-feira, 9 de julho de 2009

Santa Prisca


Esses dias estava conversando com um grupo de pessoas, comentários a respeito do livro que eu estava lendo - A catedral do mar - e uma senhora me pergunta qual era o dia do meu santo.

Santo?
Eu, católica fervorosa que sou, disse que de santo pouco sabia, mas que nunca tinha ouvido falar em Santa Priscilla.
Me explicaram que aqui em Madrid não tanto, mas que em certas regiões (cataluña, por exemplo) o dia do Santo da pessoa é tão ou mais importante que o aniversário.
Poucos minutos depois, aparece a senhora (Mônica) com um papelzinho na mão, dizendo que procurou na internet e achou "uma tal" de Santa Priscilla, ou no diminutivo, Santa Prisca.
Minha santa!!!!

Resulta que, Santa Prisca era "una chica buena" de Roma na primeira era cristã.

Casada com o Santo Aquila um judeo cristão.
Com a expulsão dos hebreus de Roma, foram viver em Corinto com Paulo, e com ele, trabalhavam juntos na construção de tendas.
Em uma das cartas de São Paulo aos Romanos dizia: "Saudais a Prisca e Aquila, meus cooperadores de Jesus Cristo, que para salvar minha vida, expuseram suas cabeças".

Dizem que depois de presa, apresentavam a Santa Priscila, para diversão do povo nos teatros.
Em um desses dias, um leão apareceu diante dela...
Mas, sabe que toda Priscila tem o santo forte, né?
Em vez de destroçar a pobre moça, o bicho se jogou ao seus pés (costuma acontecer... hahahaha!!!)
Em decorrência disso, voltou pra prisão e uma águia velou seu corpo até seu assassinato.
Por isso, em pinturas aparece sempre com um leão ou dois aos seus pés (simbolizando a queda do paganismo), uma espada e com uma águia de vigia.

Foi enterrada nas catatumbas de Priscila, hoje, uma igreja em Roma. Chiesa de Santa Prisca.
Se comemora a data em dois dias, 18 de Janeiro e 8 de Julho.
Ontem!


Eu escrevi tudo isso pra postar ontem, mas deu zica na internet aqui de casa e tô postando hoje.
Então..
Felicidades pra mim e pras Priscis desse mundão.

terça-feira, 30 de junho de 2009

Felicidad

Eu ando tão feliz, feliz, feliz..
Sem sentido nenhum e nada de especial..
E isso é ótimo!